
A todos peço silêncio. Quero contar-lhes a minha dor, quero contar-lhes os meus medos, quero dividir os meus anseios e trazer as minhas certezas para que ainda, contudo, conforme a quem se assustar. A todos peço piedade. Quero queixar-me de que não sou perfeita, mas que me cobram como se eu fosse, ou precisasse ser. Peço-lhes compaixão ao ver-me cometendo erros, trocando os passos. Não lhes peço que ao ver esta cena, me ajudem, estaria pedindo demais. Peço apenas que não me julguem, pois encontrarei o modo certo de agir. Peço-lhes a atenção enquanto eu falar dos meus amores possíveis e impossíveis, isso provavelmente já aconteceu anteriormente, mas peço-lhes que me escutem, e ainda assim, com isso, amenizem a minha imensa dor. Peço-lhes que sejam particularmente únicos, mesmo que tão parecidos. Não quero ter que passar a vida sem distinguir meus próprios amigos dentre a multidão. Peço-lhes que quando faltarem com a sinceridade, que faltem com as palavras também. Mas vale um silêncio inoportuno, do que uma mentira que possa iludir o sonho mais sincero de alguém. Peço-lhes, por fim, que não façam nenhuma dessas coisas porque eu pedi, mas sim, porque é o melhor pra você.
Escrito por: Gabrielle Pires Silva (tequila)
