quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Certeza


As vezes eu sei, e as vezes eu tenho certeza, mas sempre fica na minha cabeça que isso nunca vai passar. Por mais que eu prolongue os dias, as noites são mais longas, mas duras, mas agitadas. Menos dormidas.
Por mais que eu me esforce, ainda tem uma cinza que vai re-surgir sempre, porque ainda existem brasas espalhadas pelos cantos.
As vezes eu sei, as vezes eu tenho certeza de que eu sempre estive certa, e de que dor não tem nada a ver com orgulho, apenas com outro tipo de sentimentos feridos. Portanto, se doer de verdade, você realmente se importava com isso.
As vezes um soluço pode ser mais longo e sincero do que um choro. Chorar por dentro dói. Mas eu ainda sei que nem por fora nem por dentro eu consigo enganar a ninguém. Eu estou umedecida da mentira de não chorar mais. E por mais que as vezes eu saiba, as vezes eu chego a ter certeza, de que essa mentira nunca vai se tornar real.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva 
Postado por Gabrielle Pires Silva às 19:37 12 comentários
quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Certeza

As vezes eu sei, e as vezes eu tenho certeza, mas sempre fica na minha cabeça que isso nunca vai passar. Por mais que eu prolongue os dias,...
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A gente


Que a gente não se perca na escuridão, e que não precisemos de lanternas pra nos encontrar. Que a gente não se canse rapidamente, e que continuemos lutando mesmo quando o corpo hesitar em continuar.
Que a gente tenha as palavras certas. Na mente, no coração e nos lábios. Podendo escolher entre proferi-las ou guardá-las para nós. Que a gente nunca perca a coragem de sonhar. Dos sonhos mais puros aos mais intensos.
Que tenhamos força para realizar o que idealizamos. Mesmo quando as outras pessoas tentarem nos roubar isso. Que a gente tenha fome de felicidade, mas não se torne insaciável e saiba aproveitar toda a alegria que nos for concedida.
Que a gente nunca se canse de sorrir e de amar. E que se cansar, que a gente tenha quem faça recomeçar.
Que a gente seja sempre assim, simples, e ainda sim, únicos. Que a gente saiba sempre o nosso lugar, o nosso espaço no mundo. Que a gente saiba aproveitar as chances e saiba reconstruir quando não usarmos de forma mais sábia.
Que a gente sempre seja em conjunto e não tão solitário, por que solidão machuca. Que a gente vá para frente, mas saiba recuar quando for preciso. Que não deixemos que nosso orgulho nos impeça de acertarmos.
Que a gente cresça, mude, viva em paz. Que a gente se lembre dos amigos e que não os perca. Que a gente seja feliz para sempre, mesmo que tenha que renovar essa felicidade todos os dias.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A gente

Que a gente não se perca na escuridão, e que não precisemos de lanternas pra nos encontrar. Que a gente não se canse rapidamente, e que con...
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Primeiro Amor [Parte II]

O texto de hoje é mais uma parte solta do conto que já foi postado anteriormente aqui no blog Primeiro Amor (Parte I) pra quem não leu ainda, o link está disponível. Continuação paralela.


[...] As minhas amigas continuavam insistindo naquela mesma história. Mas eu achava cada vez menos provável. Afinal, quem ama demonstra, e aquilo estava longe de ser considerado como demonstração de amor. Sempre que eu me aproximava ele baixava os olhos, afastava quase que involuntariamente as mãos das minhas e sempre ironizava minhas piadas. Ai céus, como me sentia rejeitada. E ainda sim as minhas fiéis amigas juravam que rejeição era amor. Como podia?
Se quer que eu esteja por perto, por que me mantém longe? Se gosta dos meus olhos ora cinzas e ora azuis, por que não olhá-los diretamente?
Ainda com meus questionamentos infindáveis, era dado como garantido esse fato. Ele me amava e não sabia como reagir. Com certeza estava agindo do modo mais errado possível. [...]A minha vontade, na verdade, era segurá-lo pelos ombros com força, fazendo-o assim assumir uma postura, pelo menos fisicamente e gritar bem alto olhando em seus olhos cintilantes para que me poupasse de sua covardia que me confundia e confunde até agora. Mas não o fiz com medo da resposta.
E se todas elas, as minhas ‘entendedoras’ do coração alheio, estivessem erradas e eu estivesse anulando minhas chances, até mesmo como amiga? Onde poderia fixar meu olhar após ser realmente rejeitada, de uma vez por todas? Onde repousaria meu rosto sem ter aquele ombro que me acolheu por tantas vezes? Preferi o silêncio. E enquanto ele me rejeitava e recusava me olhar, tentei por vezes encostar minha mão na dele, que para minha surpresa, estava tão suada e trêmula quanto a minha.
O que aquilo significava, eu não sabia, só sabia que era bom. E que estava longe de chegar ao fim. 


Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 00:36 9 comentários
terça-feira, 16 de agosto de 2011

Primeiro Amor [Parte II]

O texto de hoje é mais uma parte solta do conto que já foi postado anteriormente aqui no blog  Primeiro Amor (Parte I)  pra quem não leu ain...
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Silêncio

 Quase muda. Calada diante do mundo que me cerca e me envolve. Ainda que estivesse gritando, de nada adiantaria. Tamanha imensidão já preenchida. Não fará mais ecos.
Calada e ainda sim recebendo as respostas. Porque até mesmo quando não se diz nada é preciso estar pronto para recebê-las. Duras, cautelosas, correspondendo ao que me calou anteriormente. Cenas e cenas se repetem em cinema mudo. Penso nem ter mais voz. Estive sufocada no meu silêncio e em minhas palavras que eu disse sem querer, quando não disse nada.
Espero que consiga transmitir tais sentimentos apenas com os olhos. Porque decididamente o silêncio se tornou meu porto seguro.

Escrito  por: Gabrielle Pires Silva
Postado por Gabrielle Pires Silva às 16:30 10 comentários
sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Silêncio

  Quase muda. Calada diante do mundo que me cerca e me envolve. Ainda que estivesse gritando, de nada adiantaria. Tamanha imensidão já preen...
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domingo, 7 de agosto de 2011

Meu erro

Escrevo promessas em um pedaço de papel e não te entrego por medo de não cumprir. Corro, dou voltas e prometo que mudarei meu comportamento. Ciclos infinitos. Mesmos erros, mesmos arrependimentos. Mesma mágoa boba.
Escrevo pedidos de perdão, não entrego por que não estou arrependida. Não por completo. Ainda poderia errar por umas cem vezes e sentir a culpa da luxúria que me aprisiona no sabor do que é chamado de revide. 
Entorpecida. Entorpecida pelas coisas mais aleatórias e menos plausíveis. Rio de mim mesma pela culpa do fracasso. Mas ainda culpo você, por falta de opção ou de caráter.
Rodo o mundo em busca das respostas para encobrir nossos erros. Encontro novas perspectivas em novas pessoas, me sinto menos culpada, menos vítima. Prefiro vitimar-me para que me esconda do meu erro. Mas meu erro insiste em permanecer em uma parte minha, que ninguém mais pode ver.

Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 15:03 14 comentários
domingo, 7 de agosto de 2011

Meu erro

Escrevo promessas em um pedaço de papel e não te entrego por medo de não cumprir. Corro, dou voltas e prometo que mudarei meu comportamento....
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não tema viver

Aceite a conseqüência de seus atos. Por mais duras que elas sejam. Mas nem por isso, se culpe para sempre. Se dê a chance de se livrar dos teus estigmas. Conserte ou encare as mudanças e os erros que foram deixados para trás.
Todos tropeçam, todos caem. Dignidade não está na forma de andar sem nunca tombar, e sim na forma de levantar. Apavore-se menos com o que é fútil, com a opinião dos outros. Encare e questione mais quais são os seus valores, como você se vê diante das situações e é claro: perdoe-se. Não há porque julgar com tanta rigidez um erro ou um passo em falso. Todos nós estamos tão desequilibrados.
Permita-se o benefício do medo, do erro. Permita-se orgulhar-se quando acertar também. Vaidade não é de um todo algo ruim, e há quem diga que só nós mesmos sabemos o valor das nossas conquistas, por menor que sejam. Pura verdade. Somos tão mal remunerados e reconhecidos pelas nossas vitórias enquanto somos massacrados diante das derrotas, da falta de sucesso.
Então, mesmo tendo medo do erro, da queda, das pessoas que te apontam, não tema viver. Não tema por que a vida também é cheia de coisas boas, e quando elas aparecem, nos fazem esquecer a dor.
Por mais que as outras pessoas não sejam felizes junto contigo, mas sim, enquanto você sofre, arrume razões para se alegrar e se perdoar todos os dias. Pela culpa, pelo medo, pelo rancor e pelos pecados. Essa é a primeira forma de encarar os desafios, de aceitar a vida e de ser feliz consigo mesmo.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Orientado por: Marcellus Moura
Postado por Gabrielle Pires Silva às 23:37 13 comentários
quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não tema viver

Aceite a conseqüência de seus atos. Por mais duras que elas sejam. Mas nem por isso, se culpe para sempre. Se dê a chance de se livrar dos t...
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Lápis, papel e borracha

Texto sugerido e dedicado por e para Rodolpho Padovani

Lápis papel e borracha. Talvez fosse tudo que eu precisasse. Talvez com isso pudesse construir uma história enormemente encantadora ainda que sem sair do meu próprio quarto. Talvez essa mesma, fosse a inspiração, a alegria ou a emoção de outro alguém. Talvez com essa pequena expressão, conseguisse encontrar a minha paz. Pudesse finalmente organizar meus pensamentos. Palavra por palavra.
Persuadindo meu leitor, convidando-o ao meu mundo, ao meu ponto de vista. Lápis, papel e borracha. Eu só precisaria disso. Porque, de idéias eu já estava borbulhando. Misturando sabedoria, experiências, e a loucura interior que toda criança carrega dentro de si, ainda quando cresce, e oferecer a entrada para um misterioso mundo onde minhas idéias estão expostas e transparentes a qualquer um.
Cautelosamente encontrar as palavras certas, pontuar. Saber dividir o que as pessoas querem e o que as pessoas devem ler. E ainda sim, saber o que eu quero e devo escrever. Transmitir. Encarreguei-me da responsabilidade dos olhos alheios. Com isso despertei questionamentos, curiosidades e interesses na minha vida pessoal. Fardo doloroso. Encarreguei-me dos olhos alheios. E para cumprir minha difícil tarefa, só preciso de lápis, papel e borracha. Obrigada.

Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 16:21 15 comentários
terça-feira, 2 de agosto de 2011

Lápis, papel e borracha

Texto sugerido e dedicado por e para  Rodolpho Padovani Lápis papel e borracha. Talvez fosse tudo que eu precisasse. Talvez com isso pudess...
Postado por Gabrielle Pires Silva às 16:21 15 comentários