sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Difícil

Texto sugerido e dedicado por e para: Mauro Junior
Mais difícil do que decidir, é não decidir. Pior que fazer, é deixar de fazer. Mais doloroso que partir, é deixar partir. Eu estive cercado de dificuldades. Situações que fizeram meu coração dobrar o ritmo da batida e diminuir a freqüência da pulsação. [...] Como se fosse possível.
Eu estive lutando contra as dificuldades, mas acabei me acomodando nelas. Elas também se fazem confortáveis à medida que fecho os olhos e não percebo a bagunça que me cerca. Quase nem me movo, quase não posso sair da encrenca que me meti. Eu escolhi não resolver nada.
Difíceis trajetos, difíceis escolhas, eu fraquejo e me mantenho de pé, mas encolhido em volta das dificuldades que me envolvem, que me causam medo. Eu não sei como resolver.
Eu esperava que você resolvesse tudo pra mim. Porque sempre faz tudo parecer mais fácil. Até seus olhos me passam a resposta certa.
Eu esperava que suas mãos nas minhas me conduzissem a direção certa. Porque você sempre soube [...] Eu não sei lidar com situações difíceis. 

Por: Gabrielle Pires Silva
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Difícil

Texto sugerido e dedicado por e para:  Mauro Junior Mais difícil do que decidir, é não decidir. Pior que fazer, é deixar de fazer. Mais dolo...
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Metades das minhas metades

Uma metade sem outras partes. Desencontrei-me das partes que me encaixam, do que me preenche e me tornei a única pessoa sem outra metade.
Vago na estrada mais longa sem nenhuma perspectiva de chegada, sem saber a hora da parada. Afinal onde está o meu lugar?
Ao lado de novos sorrisos, novos corações e novas aventuras, palpito uma chegada. Penso descobrir o que ansiei, mas logo perco-me novamente no vazio que não me preenche, não me invade, mas me faz companhia.
Trem sem trilho, que não tem destino nem caminho, como poderás percorrer o trajeto que não lhe foi proposto? Desgoverna, acelera, se perde, não chega a lugar nenhum.
Uma metade sem outra metade. Uma moeda só com cara, sem coroa, eu me sinto como um furacão de ventos contrários.
Nem sonhos, nem pesadelos. Não me lembro de dormir e acordar com gosto de um sonho bom. Acho que nem sonho mais. Quase me afundo na realidade tentando acreditar que faça algum sentido, mas onde mais eu poderia encontrar um sonho se não na vida real?
Nessa ganância sem conquistas, me sinto sozinho de novo. Me completo das metades dos outros, me divido mais do que me multiplico, permaneço sem rumo e destrilhado, desgovernado numa rota perdida. Me objetivo a ter objetivos e acabo me perdendo sem nunca ter me encontrado.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Metades das minhas metades

Uma metade sem outras partes. Desencontrei-me das partes que me encaixam, do que me preenche e me tornei a única pessoa sem outra metade. Va...
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sábado, 3 de dezembro de 2011

Amor que não se envaidece

Eu amo demais. Devolvo amor até pra quem não me doa. Devolvo até o meu amor ferido por pura doçura.
Amo por depositar meu entendimento na dor do outro.
Amo sem medidas porque amar com regras é delimitar sentimento;
Definitivamente sentimento delimitado não pode ser amor.
O amor que sinto dentro de mim, não cabe no meu corpo.
Divido-o, prolifero e sinto esvair de mim o orgulho e a dureza.
Recupero-me da dor de um amor, amando o mesmo amor com a sinceridade e a prontidão de quem nunca sofreu. Meu amor ultrapassa as normas convencionais.
Sinto-me fragilizada, mobilizada e desamparada diante do orgulho capaz do desprezo. Da lamúria capaz da hostilidade.
Eu só consigo distribuir meus sorrisos esperando sorrisos coloridos de volta. Eu compartilho as minhas dores e colho as alegrias com os outros.
Porque onde encontro amor, multiplico sentimentos. Onde existem mágoas, apago com mais amor, e onde existe medo, asseguro com mais um pouco de amor.
Parece perdição, desonesto e até mesmo despudorado amar a ponto de esquecer quem te fere, mas levo a vida suave, amando até quem não me ama, encontrando só assim, amor dentro de mim.

Escrito por: Gabrielle Pires
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sábado, 3 de dezembro de 2011

Amor que não se envaidece

Eu amo demais. Devolvo amor até pra quem não me doa. Devolvo até o meu amor ferido por pura doçura. Amo por depositar meu entendimento na do...
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O que não se sabe

O que não se sabe pode ser um livro aberto. Um livro aberto de novas perspectivas, imaginação. Uma chance de se maravilhar com seus próprios pensamentos e criar dentro de si, uma realidade inexistente. O que não se sabe pode ser ainda mais amplo do que o que é real.
O que é imaginário pode ser só seu, pode superar as expectativas.
A realidade cansa. O óbvio me causa fadigas, me faz temer nunca experimentar nada novo.
O que eu ainda não sei me impulsiona a tentar, a querer, a duvidar, me agarrar a uma expectativa que me desprende até do que eu temeria.
O que não se sabe pode ser um caça ao tesouro.
Procura-se tanto saber de tudo, viver tudo, experimentar tudo. Mas o que ainda não foi vivido é o que verdadeiramente remexe tudo dentro da gente.
Como uma casa procurando por morada;
Abrigo procurando por friagem;
Medo desencontrado da coragem.
Percebe-se que nos dividimos pelo que não sabemos e pelo que sabemos, não vivendo verdadeiramente nada. Fechamos e abrimos livros e baús cheios de conteúdos secretos que não revelamos. Fantasiosos tesouros.
Vivemos a nossa vida como se fossemos ter outras. Não sabemos nada, porque achamos que sabemos demais.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O que não se sabe

O que não se sabe pode ser um livro aberto. Um livro aberto de novas perspectivas, imaginação. Uma chance de se maravilhar com seus próprios...
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Paraíso desconhecido

Identifique-se ao entrar nesse paraíso proibido que eu venho escondendo. Identifique-se não só com nome e idade. Deixe claras as intenções, as manias e os vícios. Deixe explícito o sorriso e as mãos. Seja claro até nas insinuações.
Identifique-se ao permanecer numa zona de perigo e adrenalina onde tudo é desconhecido, é misturado e confuso.
Cuidado para não começar a se desconhecer e também se confundir na hora de identificar-se. Isso te deixará sem créditos.
Certifique-se de que suas justificativas e descrições façam juz às suas escolhas e seu caráter, afinal, de forma minuciosa, atenta e perspicaz será avaliado.
Ignore o possível desnível do que encontrar embaixo dos teus pés. Nada é muito aplainado nesse ambiente desconhecido e desabitado.
Não se incomode muito se fizer eco. Por muito tempo, houve um espaço muito grande ocupado apenas por solidão.
Por fim, certifique-se de que tem mesmo certeza da sua estadia em um lugar tão desnivelado, desequilibrado e cheio de regras que vivem mudando. Porque pode parecer uma cilada por vezes, estar no coração de uma mulher.

Escrito por: Gabrielle Pires
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Paraíso desconhecido

Identifique-se ao entrar nesse paraíso proibido que eu venho escondendo. Identifique-se não só com nome e idade. Deixe claras as intenções, ...
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Lembranças

Lembranças são como calçados novos. Às vezes nos apertam fortemente, mas por mais que nos machuquem, não queremos nos desfazer deles por sua beleza. Lembranças partem corações.
Ideal é que junto com cada partida, cada despedida e cada ida pudéssemos trocar de corações, renovar nossa mente e libertar todas as sensações para serem vividas como se nunca antes nada tivesse sido sentido.
Lembranças nos acorrentam ao passado. E isso dói.
Surradas, desgastadas, as lembranças param um pouco de apertar fortemente, porém ainda causam aquela sensação de perda, de nostalgia, assim, parecendo novamente com aqueles calçados, que depois de mais gastos, não machucariam tanto assim, mas talvez ainda pudesse ocasionar calos e pequenos incômodos.
Lembranças voltam para assombrar um futuro que deixou passado pendente. Presente não se identifica nessa briga entre o que já foi e o que está por vir.
Lembranças nunca nos deixam viver apenas o que está sendo vivido. Sempre fazem a carga maior, a expectativa mais gasta e os pés, preferencialmente descalços. Cansados de serem esmagados por tantas lembranças e sapatos surrados.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Lembranças

Lembranças são como calçados novos. Às vezes nos apertam fortemente, mas por mais que nos machuquem, não queremos nos desfazer deles por sua...
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Não vou mentir

Eu não vou mentir pra você dizendo que o amor não dói. Eu não vou te enganar e nem fazer parecer doce o que não for. Hora ou outra você teria que provar dessa amargura, e, longe de mim querer enganar algo que será tão facilmente descoberto.
Não mentirei dizendo que o amor não te estilhaçará em mil pedaços, ainda quando este estiver na melhor das fases. Sabes que não poderei segurá-lo, ampará-lo e nem protegê-lo desses fragmentos que te transformarão em um antro de confusões mentais.
Eu não vou mentir pra você usando palavras meigas que disfarcem a intensidade da verdade. Não serei cruel ao tampar seus olhos de uma verdade intensamente tão óbvia que até mesmo deixa dúvidas.
Não. Eu não vou passar a mão sobre a sua cabeça dizendo para que se escondas. Quero ver você na luta, na batalha, todos os dias. Quero que sofras para que descubra o valor do sorriso. Quero ver você sangrar para aprender a se curar. Aprender a esperar o tempo passar ainda que lateje e que esteja explicitamente sentindo dor. Com isso, aprenderá que quando o tempo passa, cicatrizes e casquinhas cobrem todos esses sofrimentos. Mesmo que ainda os deixe sensibilizados quando forem tocados.
Não vou mentir que dói em mim também te ver tropeçando e não poder usar uma palavra agradável para amenizar o que está por vir. Dói sim. Mas de uma maneira tão apropriada somos postos à prova de nossa força, que não poderia mais uma vez, ser forte por você e te deixar fraquejar.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Não vou mentir

Eu não vou mentir pra você dizendo que o amor não dói. Eu não vou te enganar e nem fazer parecer doce o que não for. Hora ou outra você teri...
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nossas mãos

Nossas mãos. Elas se encontraram em um determinado momento no qual eu já nem sei mais definir. Nossos olhos. Nossa ligação. As horas em que eu podia falar sem parar. O tempo em que ficamos em silêncio e o tempo em que só esperamos a hora certa de falar. Nossas mãos ainda estavam tão delicadamente juntas.
Cada abraço, cada gesto, cada sentimento tão direcionado. Cada palavra escolhida minuciosamente.
E então o medo foi se instalando. O medo de perder isso.
Afinal, com que freqüência você se sente assim? Não é sempre que temos a chance de descobrir e redescobrir o que faz o coração palpitar, bater rápido e devagar ao mesmo tempo. Não é comum sentir-se tão seguro e que, justamente esse sentimento te provoque medo. É raro que possamos alcançar as extremidades mais paradoxais possíveis.
Mas ainda sim, sentindo um medo quase que bom, encostei tua mão na minha, e deixei meu sentimento visível aos olhos e sensível ao toque, com isso pude de verdade descobrir dentro de mim, a sua existência.

Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 14:44 12 comentários
quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nossas mãos

Nossas mãos. Elas se encontraram em um determinado momento no qual eu já nem sei mais definir. Nossos olhos. Nossa ligação. As horas em que ...
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A parte mais difícil

Você não sabe qual foi a parte mais difícil. E se sabe, só sabe de ouvir falar. Não doeu em mais ninguém além de mim. Foi sarando, pouco a pouco. Tiveram horas realmente duras. Eu fraquejei tantas vezes que, por hora ria da minha tolice.
Eu achei que era a pessoa mais forte do mundo e que agüentaria toda a dor nas costas. Mas por sorte, descobri que só agüenta dor sozinho, o fraco, que se intimida de pedir ajuda.
Cedi inúmeras vezes e recalculei todo meu trajeto. Foi a parte mais difícil.
Reavaliar e me arrepender. Arriscar em novas apostas e ter certeza da escolha errada se transformar na escolha certa, de forma passiva, singela.
Foi a parte mais difícil de todas, relutar todos os dias contra a força que me impulsionava a cometer os mesmos erros e na verdade, continuará por ser difícil por muito tempo, mas talvez seja uma parte que só cabe a mim. 

Escrito por: Gabrielle Pires
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A parte mais difícil

Você não sabe qual foi a parte mais difícil. E se sabe, só sabe de ouvir falar. Não doeu em mais ninguém além de mim. Foi sarando, pouco a p...
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Máscara do orgulho

Texto sugerido e dedicado por e para: Carolina Neves
Finjo, disfarço. Escondo meus sentimentos. Enxugo as lágrimas e armo um sorriso, que, quem me conhece bem jamais acreditaria. Encubro a vergonha de me sentir tão fragilizada e sentimental. É o meu orgulho mais uma vez me impedindo de demonstrar quem eu sou.
Cobrindo meu rosto, meu coração, deixo-me invadir deste sentimento nada nobre, esperando que me enobreça, que me faça parecer superior. 
Fico a esperar que este me esconda de mim mesma, não permitindo que me vejam ferida, como se ninguém se ferisse, como se fosse a única a sentir dor.
E com isso, torno-me a principal vítima do meu orgulho que me segue como uma sombra e me esconde como uma máscara. Mas que no fundo, iludo-me pensando me proteger como uma armadura, portanto, continuo cobrindo-me de mais um pouco de fingimento.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Máscara do orgulho

Texto sugerido e dedicado por e para:  Carolina Neves Finjo, disfarço. Escondo meus sentimentos. Enxugo as lágrimas e armo um sorriso, que, ...
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Seguir a diante

Pode dar um passo à diante. Pode seguir em frente. Pode ir com tudo. Pode arriscar, se jogar, encontrar as respostas que procura. Não se preocupe comigo. Culpar-se-ás mais se não tentar agora do que se me machucar. Prossiga. Não pense em mim, no modo como eu cubro o rosto não querendo te ver partir. Segue teu caminho sem volta.
Não estou te julgando, nem pedindo que fique por perto. Pelo contrário. Te incentivo, ainda que da maneira mais hipócrita a ser feliz. Se fores feliz, pelo menos um de nós dois será, e aí sim, alguma coisa vai ter valido a pena.
Quando menos esperares, encontrará tudo aquilo que procurou. Se não tiver sido o que esperou, ou se for, não estarei mais por perto para assistir, para consolar ou para comemorar ao seu lado. Porém, enfim saberemos quais foram as escolhas certas.

Escrito por: Gabrielle Pires
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Seguir a diante

Pode dar um passo à diante. Pode seguir em frente. Pode ir com tudo. Pode arriscar, se jogar, encontrar as respostas que procura. Não se p...
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ser tua


E aí eu quis ser tua. Deixei que fosse meu. E então eu decidi que me entregando totalmente a você era como se me entregasse a mim mesma, porque era como estar sendo fiel às minhas certezas.
Palavras, gestos, sorrisos. Padecendo o sofrimento e as maravilhas de estar apaixonada, eu quis ser tua. Entreguei-te primeiro meus olhos, depois minhas mãos. Para que somente pudesse olhar-te e para que apenas pudesse segurar tuas mãos também. Por último te entreguei meu coração para que tivesse certeza. Seria sua.
Todo o resto começa a desaparecer. Acho que todo o resto já não existe mais. Quase nem me lembro da minha vida toda antes do primeiro olhar. Antes do primeiro sorriso.
Mesmo depois de tanto tempo, refaço todas as minhas entregas. Sou tua. Corpo, alma, mente. Vulneravelmente ser de outra pessoa poderia ser a coisa mais arriscada, mas só assim, posso me sentir segura agora.


Escrito por: Gabrielle Pires
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ser tua

E aí eu quis ser tua. Deixei que fosse meu. E então eu decidi que me entregando totalmente a você era como se me entregasse a mim mesma, po...
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Um pouco de amor

As vezes o amor pode machucar, ferir e parecer mau. As vezes é o amor que vai te derrubar e fazer você passar as noites chorando. Mas por vezes vai ser o amor que vai te levantar, te reerguer e colocar todas as coisas no lugar. Não se esqueça da força de um sentimento. Muitas vezes perdemos a chance porque temos medo de nos entregar às nossas próprias emoções. E há quem diga que somente um novo amor tem o poder de curar um antigo.
Jogue as coisas antigas para fora. Espaireça. O amor volta renovado. As vezes o amor é o único motivo que te faz continuar, que te mantém de pé. Que te faz sorrir e que te dá a certeza de que o dia, e de que a vida faz sentido. Mesmo que as vezes seja justamente o amor, a razão de você ter desacreditado de tudo isso.
Pode parecer loteria, questão de sorte ou de estratégia. Mas acredite, todo mundo precisa sentir um pouco de pureza, de nobreza. Todo mundo merece um pouco de amor.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva


A  pedido, texto dedicado para Maria de Fátima s2
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Um pouco de amor

As vezes o amor pode machucar, ferir e parecer mau. As vezes é o amor que vai te derrubar e fazer você passar as noites chorando. Mas por ve...
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Você

Gosto de você. Do seu penteado e do seu sorriso quando me vê passando do outro lado da rua. Isso não quer dizer que eu te ame. Gosto do modo como você anda, gosto do seu perfume marcante e das suas piadas sem graça que me fazem rir sozinha. Isso não quer dizer que eu tenha me apaixonado por você.
Sorrio quando me lembro das coisas que dissemos, que fizemos. Sinto sua falta às vezes. Até mesmo quando não te tenho por perto, torço para que logo apareças. Mas isso não significa nada. Prometo.
Gosto da sensação de estar perto de você, da sua voz e de quando finge que não se importa. Ainda que eu saiba que você sempre se importou. Admiro de formas sutis, sua postura, seu caráter e analiso minuciosamente tudo que faz. Sempre com esse seu bom humor implacável.
Não, eu não me apaixonei por você. Definitivamente. Até porque eu não me apaixono mais. 

Escrito por: Gabrielle Pires
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Você

Gosto de você. Do seu penteado e do seu sorriso quando me vê passando do outro lado da rua. Isso não quer dizer que eu te ame. Gosto do modo...
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Indo bem

Acho que tenho feito o meu melhor para que pare de doer. Entre uma música triste ou outra, acho que tenho tido mais momentos alegres e tomando mais doses de consciência. Pudera.
Acho que te surpreendi. Com meus erros, meus acertos e minha insanidade. Não agi como um cãozinho arrependido. Não agi como você achou que eu agiria. Mesmo que doesse, mesmo que ainda doa. Muito.
E então a partir disto, eu tenho vivido. Um dia de cada vez, um sorriso, algumas lágrimas, uns tropeços e alguns erros que me fizeram me desconhecer por hora.
Acho que vou indo bem. Sem muito sentimentalismo barato e sem ter insônia. Mas tenho tido pesadelos. Viro, mexo, acordo assustada. Mas até que pego no sono novamente com facilidade.
Casualmente sorrio quando te vejo. Bobagem. Não se engane com esse sorriso que ainda chora na sua ausência.
Contudo, até que vou indo relativamente bem. Nem que todos os dias eu repita isso a fim de que seja verdade, afirmarei, que sim, “tenho ido bem”.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva

Dedicado pras minhas amigas: Giulia Mieko e Marcelle Braga pelo incentivo :)
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Indo bem

Acho que tenho feito o meu melhor para que pare de doer. Entre uma música triste ou outra, acho que tenho tido mais momentos alegres e toman...
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Paraíso das flores

Que no paraíso das flores silvestres a gente se encontre de novo. Tantas cores, tantos amores, tanta doçura que vamos encontrar, vamos viver de novo. Viver apesar do fardo que a vida nos deu.
Que no paraíso das flores silvestres, eu encontre você. Se estiveres diferente, se apresente, use seu nome antigo, diga aquelas palavras que você costumava dizer e claro, passe os dedos levemente na minha testa na hora de dormir.
Que aproveitemos o clima não frio e não quente que invadirá o nosso corpo e que nossos sorrisos sejam do mesmo jeito que eu me lembro. Se é que eu ainda me lembro.
Tomara que a gente ainda seja doce do jeito que éramos. De nada adiantaria te encontrar neste paraíso se tivesse perdido de vez todas aquelas suas misturas simbólicas que tanto esconde para si mesmo. Eu as conheço.
Que neste futuro guardado entre várias chaves, a gente destranque os cadeados e reabra as janelas que nos trarão a doce sensação de que a eternidade faz valer cada dor que parece não passar.
Entre pequenas conchas espalhadas pelo céu substituindo estrelas luminosas que esperaríamos ver, vamos permanecer sempre naquela sensação de perfeição, moldando e desenhando em nuvens, exalando o perfume, que só eu, você, e elas, as flores silvestres terão.

Escrito por: Gabrielle  Pires
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Paraíso das flores

Que no paraíso das flores silvestres a gente se encontre de novo. Tantas cores, tantos amores, tanta doçura que vamos encontrar, vamos viver...
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domingo, 2 de outubro de 2011

Pra ser amor

Repousa tua cabeça nos meus ombros que já te acolheram outras vezes. Chore se quiser. Eu sei que dói em você porque sinto doer em mim como uma flecha que foi lançada a longa distância, mas que me corrompeu em um piscar de olhos.
Eu não vou te julgar se chorares. Recosta tua cabeça no teu porto seguro. Recorda o que te faz feliz e entende que nem tudo vai ser do jeito que a gente quer. Vai ser do jeito que tiver que ser. E se doer forte, é porque somos capazes de suportar essa dor. Ainda que não tenhamos como nos escorar.
Não coloque a culpa toda em mim e não abaixe a cabeça por toda sua culpa. Isso é tudo o que sabemos. É como lidamos com a nossa pequena e medíocre sensação de vazio que nos abandona em cada beco sem saída, em cada esquina vazia.
Mas não foi de um todo culpa nossa. Porque eu sei que às vezes, o amor precisa passar por obstáculos para se afirmar. Mas às vezes, meu anjo, até para ser amor, tem que ser um pouco mais do que amor.
Então não deprimas e nem reprimas seus sentimentos. Pouse a calmaria em seu coração e espere que pare de doer. Sempre parará. Não martirize palavras assombrosas nos meus ouvidos e nem desdenhe de como eu, sem dizer meias palavras destilo toda a minha efemeridade.
E quando sentires arduamente sozinho ainda lembre-se da minha voz enquanto eu provavelmente te diria: “Muitas vezes, para ser amor, teria que ser muito mais do que amor.”

Escrito por: Gabrielle Pires
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domingo, 2 de outubro de 2011

Pra ser amor

Repousa tua cabeça nos meus ombros que já te acolheram outras vezes. Chore se quiser. Eu sei que dói em você porque sinto doer em mim como u...
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Era pra ser

Era para ser. Como uma flor que hora ou outra tem que desabrochar. Como o inverno que por mais árduo e doloroso que seja, hora ou outra precisa chegar. Era para ser. Como todas as outras coisas que têm que ser, são. Como o sono que acaba se instalando nos olhos, como o tremor que o corpo sente quando se depara com o medo e como o coração dispara ao ser tocado pela adrenalina.
Não adianta lutar contra, bater o pé ou fechar os olhos. O que é pra ser, acaba sendo sozinho, mesmo que demore um pouco mais. Toma força toma partido, impulso e quando ainda poderia ser, damo-nos conta de que já é.
E esse é um caso de uma coisa que era para ser. Acabou sendo diferente do que talvez deveria. Acabou sendo em uma outra hora. Mas era para ser desde a primeira vez. E vai ser assim. Sempre é.
Por que muitas vezes somos como pequenos coadjuvantes em nossas próprias vidas e nem mesmo temos escolha. O que é pra ser acaba sendo. E têm sido assim. Só nunca se sabe se continuará sendo.  

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Era pra ser

Era para ser. Como uma flor que hora ou outra tem que desabrochar. Como o inverno que por mais árduo e doloroso que seja, hora ou outra prec...
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hiatus.

Blog vai ficar pausado por uns tempinhos. Tempo para novas ideias, novos conceitos, novos textos, novas perspectivas. Em breve novos textos. Obrigada. Para finalizar o post, um pequeno poema.


Sua hora
O que é de coração sempre vale a pena,
                            O que é verdadeiro sempre permanece,
O que é pra ser sempre vigora.
Não se precipite,
Se não deu certo, não era sua hora.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Postado por Gabrielle Pires Silva às 00:29 6 comentários
terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hiatus.

Blog vai ficar pausado por uns tempinhos. Tempo para novas ideias, novos conceitos, novos textos, novas perspectivas. Em breve novos textos....
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Certeza


As vezes eu sei, e as vezes eu tenho certeza, mas sempre fica na minha cabeça que isso nunca vai passar. Por mais que eu prolongue os dias, as noites são mais longas, mas duras, mas agitadas. Menos dormidas.
Por mais que eu me esforce, ainda tem uma cinza que vai re-surgir sempre, porque ainda existem brasas espalhadas pelos cantos.
As vezes eu sei, as vezes eu tenho certeza de que eu sempre estive certa, e de que dor não tem nada a ver com orgulho, apenas com outro tipo de sentimentos feridos. Portanto, se doer de verdade, você realmente se importava com isso.
As vezes um soluço pode ser mais longo e sincero do que um choro. Chorar por dentro dói. Mas eu ainda sei que nem por fora nem por dentro eu consigo enganar a ninguém. Eu estou umedecida da mentira de não chorar mais. E por mais que as vezes eu saiba, as vezes eu chego a ter certeza, de que essa mentira nunca vai se tornar real.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva 
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Certeza

As vezes eu sei, e as vezes eu tenho certeza, mas sempre fica na minha cabeça que isso nunca vai passar. Por mais que eu prolongue os dias,...
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A gente


Que a gente não se perca na escuridão, e que não precisemos de lanternas pra nos encontrar. Que a gente não se canse rapidamente, e que continuemos lutando mesmo quando o corpo hesitar em continuar.
Que a gente tenha as palavras certas. Na mente, no coração e nos lábios. Podendo escolher entre proferi-las ou guardá-las para nós. Que a gente nunca perca a coragem de sonhar. Dos sonhos mais puros aos mais intensos.
Que tenhamos força para realizar o que idealizamos. Mesmo quando as outras pessoas tentarem nos roubar isso. Que a gente tenha fome de felicidade, mas não se torne insaciável e saiba aproveitar toda a alegria que nos for concedida.
Que a gente nunca se canse de sorrir e de amar. E que se cansar, que a gente tenha quem faça recomeçar.
Que a gente seja sempre assim, simples, e ainda sim, únicos. Que a gente saiba sempre o nosso lugar, o nosso espaço no mundo. Que a gente saiba aproveitar as chances e saiba reconstruir quando não usarmos de forma mais sábia.
Que a gente sempre seja em conjunto e não tão solitário, por que solidão machuca. Que a gente vá para frente, mas saiba recuar quando for preciso. Que não deixemos que nosso orgulho nos impeça de acertarmos.
Que a gente cresça, mude, viva em paz. Que a gente se lembre dos amigos e que não os perca. Que a gente seja feliz para sempre, mesmo que tenha que renovar essa felicidade todos os dias.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A gente

Que a gente não se perca na escuridão, e que não precisemos de lanternas pra nos encontrar. Que a gente não se canse rapidamente, e que con...
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Primeiro Amor [Parte II]

O texto de hoje é mais uma parte solta do conto que já foi postado anteriormente aqui no blog Primeiro Amor (Parte I) pra quem não leu ainda, o link está disponível. Continuação paralela.


[...] As minhas amigas continuavam insistindo naquela mesma história. Mas eu achava cada vez menos provável. Afinal, quem ama demonstra, e aquilo estava longe de ser considerado como demonstração de amor. Sempre que eu me aproximava ele baixava os olhos, afastava quase que involuntariamente as mãos das minhas e sempre ironizava minhas piadas. Ai céus, como me sentia rejeitada. E ainda sim as minhas fiéis amigas juravam que rejeição era amor. Como podia?
Se quer que eu esteja por perto, por que me mantém longe? Se gosta dos meus olhos ora cinzas e ora azuis, por que não olhá-los diretamente?
Ainda com meus questionamentos infindáveis, era dado como garantido esse fato. Ele me amava e não sabia como reagir. Com certeza estava agindo do modo mais errado possível. [...]A minha vontade, na verdade, era segurá-lo pelos ombros com força, fazendo-o assim assumir uma postura, pelo menos fisicamente e gritar bem alto olhando em seus olhos cintilantes para que me poupasse de sua covardia que me confundia e confunde até agora. Mas não o fiz com medo da resposta.
E se todas elas, as minhas ‘entendedoras’ do coração alheio, estivessem erradas e eu estivesse anulando minhas chances, até mesmo como amiga? Onde poderia fixar meu olhar após ser realmente rejeitada, de uma vez por todas? Onde repousaria meu rosto sem ter aquele ombro que me acolheu por tantas vezes? Preferi o silêncio. E enquanto ele me rejeitava e recusava me olhar, tentei por vezes encostar minha mão na dele, que para minha surpresa, estava tão suada e trêmula quanto a minha.
O que aquilo significava, eu não sabia, só sabia que era bom. E que estava longe de chegar ao fim. 


Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 00:36 9 comentários
terça-feira, 16 de agosto de 2011

Primeiro Amor [Parte II]

O texto de hoje é mais uma parte solta do conto que já foi postado anteriormente aqui no blog  Primeiro Amor (Parte I)  pra quem não leu ain...
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Silêncio

 Quase muda. Calada diante do mundo que me cerca e me envolve. Ainda que estivesse gritando, de nada adiantaria. Tamanha imensidão já preenchida. Não fará mais ecos.
Calada e ainda sim recebendo as respostas. Porque até mesmo quando não se diz nada é preciso estar pronto para recebê-las. Duras, cautelosas, correspondendo ao que me calou anteriormente. Cenas e cenas se repetem em cinema mudo. Penso nem ter mais voz. Estive sufocada no meu silêncio e em minhas palavras que eu disse sem querer, quando não disse nada.
Espero que consiga transmitir tais sentimentos apenas com os olhos. Porque decididamente o silêncio se tornou meu porto seguro.

Escrito  por: Gabrielle Pires Silva
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Silêncio

  Quase muda. Calada diante do mundo que me cerca e me envolve. Ainda que estivesse gritando, de nada adiantaria. Tamanha imensidão já preen...
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