sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Silêncio

 Quase muda. Calada diante do mundo que me cerca e me envolve. Ainda que estivesse gritando, de nada adiantaria. Tamanha imensidão já preenchida. Não fará mais ecos.
Calada e ainda sim recebendo as respostas. Porque até mesmo quando não se diz nada é preciso estar pronto para recebê-las. Duras, cautelosas, correspondendo ao que me calou anteriormente. Cenas e cenas se repetem em cinema mudo. Penso nem ter mais voz. Estive sufocada no meu silêncio e em minhas palavras que eu disse sem querer, quando não disse nada.
Espero que consiga transmitir tais sentimentos apenas com os olhos. Porque decididamente o silêncio se tornou meu porto seguro.

Escrito  por: Gabrielle Pires Silva
Postado por Gabrielle Pires Silva às 16:30 10 comentários
sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Silêncio

  Quase muda. Calada diante do mundo que me cerca e me envolve. Ainda que estivesse gritando, de nada adiantaria. Tamanha imensidão já preen...
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domingo, 7 de agosto de 2011

Meu erro

Escrevo promessas em um pedaço de papel e não te entrego por medo de não cumprir. Corro, dou voltas e prometo que mudarei meu comportamento. Ciclos infinitos. Mesmos erros, mesmos arrependimentos. Mesma mágoa boba.
Escrevo pedidos de perdão, não entrego por que não estou arrependida. Não por completo. Ainda poderia errar por umas cem vezes e sentir a culpa da luxúria que me aprisiona no sabor do que é chamado de revide. 
Entorpecida. Entorpecida pelas coisas mais aleatórias e menos plausíveis. Rio de mim mesma pela culpa do fracasso. Mas ainda culpo você, por falta de opção ou de caráter.
Rodo o mundo em busca das respostas para encobrir nossos erros. Encontro novas perspectivas em novas pessoas, me sinto menos culpada, menos vítima. Prefiro vitimar-me para que me esconda do meu erro. Mas meu erro insiste em permanecer em uma parte minha, que ninguém mais pode ver.

Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 15:03 14 comentários
domingo, 7 de agosto de 2011

Meu erro

Escrevo promessas em um pedaço de papel e não te entrego por medo de não cumprir. Corro, dou voltas e prometo que mudarei meu comportamento....
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não tema viver

Aceite a conseqüência de seus atos. Por mais duras que elas sejam. Mas nem por isso, se culpe para sempre. Se dê a chance de se livrar dos teus estigmas. Conserte ou encare as mudanças e os erros que foram deixados para trás.
Todos tropeçam, todos caem. Dignidade não está na forma de andar sem nunca tombar, e sim na forma de levantar. Apavore-se menos com o que é fútil, com a opinião dos outros. Encare e questione mais quais são os seus valores, como você se vê diante das situações e é claro: perdoe-se. Não há porque julgar com tanta rigidez um erro ou um passo em falso. Todos nós estamos tão desequilibrados.
Permita-se o benefício do medo, do erro. Permita-se orgulhar-se quando acertar também. Vaidade não é de um todo algo ruim, e há quem diga que só nós mesmos sabemos o valor das nossas conquistas, por menor que sejam. Pura verdade. Somos tão mal remunerados e reconhecidos pelas nossas vitórias enquanto somos massacrados diante das derrotas, da falta de sucesso.
Então, mesmo tendo medo do erro, da queda, das pessoas que te apontam, não tema viver. Não tema por que a vida também é cheia de coisas boas, e quando elas aparecem, nos fazem esquecer a dor.
Por mais que as outras pessoas não sejam felizes junto contigo, mas sim, enquanto você sofre, arrume razões para se alegrar e se perdoar todos os dias. Pela culpa, pelo medo, pelo rancor e pelos pecados. Essa é a primeira forma de encarar os desafios, de aceitar a vida e de ser feliz consigo mesmo.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Orientado por: Marcellus Moura
Postado por Gabrielle Pires Silva às 23:37 12 comentários
quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não tema viver

Aceite a conseqüência de seus atos. Por mais duras que elas sejam. Mas nem por isso, se culpe para sempre. Se dê a chance de se livrar dos t...
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Lápis, papel e borracha

Texto sugerido e dedicado por e para Rodolpho Padovani

Lápis papel e borracha. Talvez fosse tudo que eu precisasse. Talvez com isso pudesse construir uma história enormemente encantadora ainda que sem sair do meu próprio quarto. Talvez essa mesma, fosse a inspiração, a alegria ou a emoção de outro alguém. Talvez com essa pequena expressão, conseguisse encontrar a minha paz. Pudesse finalmente organizar meus pensamentos. Palavra por palavra.
Persuadindo meu leitor, convidando-o ao meu mundo, ao meu ponto de vista. Lápis, papel e borracha. Eu só precisaria disso. Porque, de idéias eu já estava borbulhando. Misturando sabedoria, experiências, e a loucura interior que toda criança carrega dentro de si, ainda quando cresce, e oferecer a entrada para um misterioso mundo onde minhas idéias estão expostas e transparentes a qualquer um.
Cautelosamente encontrar as palavras certas, pontuar. Saber dividir o que as pessoas querem e o que as pessoas devem ler. E ainda sim, saber o que eu quero e devo escrever. Transmitir. Encarreguei-me da responsabilidade dos olhos alheios. Com isso despertei questionamentos, curiosidades e interesses na minha vida pessoal. Fardo doloroso. Encarreguei-me dos olhos alheios. E para cumprir minha difícil tarefa, só preciso de lápis, papel e borracha. Obrigada.

Escrito por: Gabrielle Pires
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Lápis, papel e borracha

Texto sugerido e dedicado por e para  Rodolpho Padovani Lápis papel e borracha. Talvez fosse tudo que eu precisasse. Talvez com isso pudess...
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sábado, 30 de julho de 2011

Pertence Predileto

Eu me mudo, mexo todos os móveis de lugar. Jogo uns fora. Estão aos pedaços. Troco as posições. Sigo instruções dos manuais, monto todos de novo, minuciosamente. Mudo de lugar as peças da minha vida antiga. Novo lar. Eu me mudo, eu me transformo dentro do meu novo ambiente.
Não há nada que não saia do lugar além de você. Eu pinto as paredes de cores novas. Nada daquelas cores apagadas da nossa casa. Eu afasto a mobília velha. Eu contemplo a casa nova. Não há nada mais revigorante do que mudar. Mudar tudo dentro de seu lar, dentro de si. Mas nem tudo. Eu não te tirei do seu lugar de sempre.
Destaquei as novas flores, enchi a casa de janelas, para que entrasse muita luz. Escolhi a dedo os novos quadros e molduras. Deixei os outros na casa antigas, misturados com o que restou. Eu mudei tanta coisa que ainda nem me acostumei, mas simplesmente não pude te tirar do lugar de sempre, meu pertence predileto.

Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 14:28 15 comentários
sábado, 30 de julho de 2011

Pertence Predileto

Eu me mudo, mexo todos os móveis de lugar. Jogo uns fora. Estão aos pedaços. Troco as posições. Sigo instruções dos manuais, monto todos de ...
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Primeiro Amor

O texto de hoje, é parte solta de um conto que talvez, seja postado em pequenos trechos novamente.
         [...] E então eu me apaixonei por ela. Não sei se tinha mais a ver com o sorriso dela, com as mãos pequenas ou com o sorriso que ela me provocava e o suor que fazia transcorrer pelas minhas mãos. Simplesmente eu sabia que era ela. E na verdade, não tinha muita noção do por quê. Se era por ela, por mim ou pelos efeitos que me causava.
Egoísta se apaixonar assim. Mais por como eu estava com ela do que por ela. Mas era isso e só isso bastava. O modo como ela gesticulava rápido enquanto falava e como ia ficando perdida, sem saber se expressar e perdia-se entre seus pensamentos. Achava isso lindo, embora parecesse tolice. E era.
Sem ter nenhum conhecimento dos meus sentimentos, ela continuava me dando sua mão, me abraçando no frio e no medo e me pedindo proteção. Eu nunca recusaria. Não com aqueles olhos, com aquela voz trêmula que tinha.
Nunca fui capaz de me declarar, de estragar o romance que criei em mente. Tínhamos dias lindos juntos. Fantasiosos, claro, mas tive medo de que os reais não fossem tão bons, ou nunca fossem acontecer. E preferi não fazer acontecer mesmo para que ficasse intacto na minha memória do que nunca houve.
         E me diziam que meninas apaixonadas que eram bobas [...]

Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 00:31 12 comentários
quinta-feira, 28 de julho de 2011

Primeiro Amor

O texto de hoje, é parte solta de um conto que talvez, seja postado em pequenos trechos novamente.          [...] E então eu me apaixonei po...
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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Partículas de sentimento

Cada pedaço de você diz um pouco a respeito de quem és. Tão contraditórias partes. Tão confusas partículas de essência e peculiaridade. Descubro-te das formas menos imagináveis e com isso, não te dou tempo de se esconder. Partes inteiras das tuas metades. Tudo faz sentido depois de um tempo.
Te consumo apenas por te observar, bem sorrateira, discreta e distante. Parte por parte. Encontro-me imaginando se por trás de tantas pequenas partículas diversas esconde-se uma parte inteira, ou se foi estilhaçado em mil pedaços e resultou nessa mistura de pequenas coisas.
Tamanha pretensão minha, imaginar que juntando todos esses pequenos fragmentos, encontraria você por inteiro. Pretensão minha achar que um dia essas partes se juntariam. 

Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 23:18 15 comentários
segunda-feira, 25 de julho de 2011

Partículas de sentimento

Cada pedaço de você diz um pouco a respeito de quem és. Tão contraditórias partes. Tão confusas partículas de essência e peculiaridade. Desc...
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