quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Era pra ser

Era para ser. Como uma flor que hora ou outra tem que desabrochar. Como o inverno que por mais árduo e doloroso que seja, hora ou outra precisa chegar. Era para ser. Como todas as outras coisas que têm que ser, são. Como o sono que acaba se instalando nos olhos, como o tremor que o corpo sente quando se depara com o medo e como o coração dispara ao ser tocado pela adrenalina.
Não adianta lutar contra, bater o pé ou fechar os olhos. O que é pra ser, acaba sendo sozinho, mesmo que demore um pouco mais. Toma força toma partido, impulso e quando ainda poderia ser, damo-nos conta de que já é.
E esse é um caso de uma coisa que era para ser. Acabou sendo diferente do que talvez deveria. Acabou sendo em uma outra hora. Mas era para ser desde a primeira vez. E vai ser assim. Sempre é.
Por que muitas vezes somos como pequenos coadjuvantes em nossas próprias vidas e nem mesmo temos escolha. O que é pra ser acaba sendo. E têm sido assim. Só nunca se sabe se continuará sendo.  

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Postado por Gabrielle Pires Silva às 18:50 16 comentários
quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Era pra ser

Era para ser. Como uma flor que hora ou outra tem que desabrochar. Como o inverno que por mais árduo e doloroso que seja, hora ou outra prec...
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hiatus.

Blog vai ficar pausado por uns tempinhos. Tempo para novas ideias, novos conceitos, novos textos, novas perspectivas. Em breve novos textos. Obrigada. Para finalizar o post, um pequeno poema.


Sua hora
O que é de coração sempre vale a pena,
                            O que é verdadeiro sempre permanece,
O que é pra ser sempre vigora.
Não se precipite,
Se não deu certo, não era sua hora.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Postado por Gabrielle Pires Silva às 00:29 6 comentários
terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hiatus.

Blog vai ficar pausado por uns tempinhos. Tempo para novas ideias, novos conceitos, novos textos, novas perspectivas. Em breve novos textos....
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Certeza


As vezes eu sei, e as vezes eu tenho certeza, mas sempre fica na minha cabeça que isso nunca vai passar. Por mais que eu prolongue os dias, as noites são mais longas, mas duras, mas agitadas. Menos dormidas.
Por mais que eu me esforce, ainda tem uma cinza que vai re-surgir sempre, porque ainda existem brasas espalhadas pelos cantos.
As vezes eu sei, as vezes eu tenho certeza de que eu sempre estive certa, e de que dor não tem nada a ver com orgulho, apenas com outro tipo de sentimentos feridos. Portanto, se doer de verdade, você realmente se importava com isso.
As vezes um soluço pode ser mais longo e sincero do que um choro. Chorar por dentro dói. Mas eu ainda sei que nem por fora nem por dentro eu consigo enganar a ninguém. Eu estou umedecida da mentira de não chorar mais. E por mais que as vezes eu saiba, as vezes eu chego a ter certeza, de que essa mentira nunca vai se tornar real.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva 
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Certeza

As vezes eu sei, e as vezes eu tenho certeza, mas sempre fica na minha cabeça que isso nunca vai passar. Por mais que eu prolongue os dias,...
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A gente


Que a gente não se perca na escuridão, e que não precisemos de lanternas pra nos encontrar. Que a gente não se canse rapidamente, e que continuemos lutando mesmo quando o corpo hesitar em continuar.
Que a gente tenha as palavras certas. Na mente, no coração e nos lábios. Podendo escolher entre proferi-las ou guardá-las para nós. Que a gente nunca perca a coragem de sonhar. Dos sonhos mais puros aos mais intensos.
Que tenhamos força para realizar o que idealizamos. Mesmo quando as outras pessoas tentarem nos roubar isso. Que a gente tenha fome de felicidade, mas não se torne insaciável e saiba aproveitar toda a alegria que nos for concedida.
Que a gente nunca se canse de sorrir e de amar. E que se cansar, que a gente tenha quem faça recomeçar.
Que a gente seja sempre assim, simples, e ainda sim, únicos. Que a gente saiba sempre o nosso lugar, o nosso espaço no mundo. Que a gente saiba aproveitar as chances e saiba reconstruir quando não usarmos de forma mais sábia.
Que a gente sempre seja em conjunto e não tão solitário, por que solidão machuca. Que a gente vá para frente, mas saiba recuar quando for preciso. Que não deixemos que nosso orgulho nos impeça de acertarmos.
Que a gente cresça, mude, viva em paz. Que a gente se lembre dos amigos e que não os perca. Que a gente seja feliz para sempre, mesmo que tenha que renovar essa felicidade todos os dias.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A gente

Que a gente não se perca na escuridão, e que não precisemos de lanternas pra nos encontrar. Que a gente não se canse rapidamente, e que con...
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Primeiro Amor [Parte II]

O texto de hoje é mais uma parte solta do conto que já foi postado anteriormente aqui no blog Primeiro Amor (Parte I) pra quem não leu ainda, o link está disponível. Continuação paralela.


[...] As minhas amigas continuavam insistindo naquela mesma história. Mas eu achava cada vez menos provável. Afinal, quem ama demonstra, e aquilo estava longe de ser considerado como demonstração de amor. Sempre que eu me aproximava ele baixava os olhos, afastava quase que involuntariamente as mãos das minhas e sempre ironizava minhas piadas. Ai céus, como me sentia rejeitada. E ainda sim as minhas fiéis amigas juravam que rejeição era amor. Como podia?
Se quer que eu esteja por perto, por que me mantém longe? Se gosta dos meus olhos ora cinzas e ora azuis, por que não olhá-los diretamente?
Ainda com meus questionamentos infindáveis, era dado como garantido esse fato. Ele me amava e não sabia como reagir. Com certeza estava agindo do modo mais errado possível. [...]A minha vontade, na verdade, era segurá-lo pelos ombros com força, fazendo-o assim assumir uma postura, pelo menos fisicamente e gritar bem alto olhando em seus olhos cintilantes para que me poupasse de sua covardia que me confundia e confunde até agora. Mas não o fiz com medo da resposta.
E se todas elas, as minhas ‘entendedoras’ do coração alheio, estivessem erradas e eu estivesse anulando minhas chances, até mesmo como amiga? Onde poderia fixar meu olhar após ser realmente rejeitada, de uma vez por todas? Onde repousaria meu rosto sem ter aquele ombro que me acolheu por tantas vezes? Preferi o silêncio. E enquanto ele me rejeitava e recusava me olhar, tentei por vezes encostar minha mão na dele, que para minha surpresa, estava tão suada e trêmula quanto a minha.
O que aquilo significava, eu não sabia, só sabia que era bom. E que estava longe de chegar ao fim. 


Escrito por: Gabrielle Pires
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Primeiro Amor [Parte II]

O texto de hoje é mais uma parte solta do conto que já foi postado anteriormente aqui no blog  Primeiro Amor (Parte I)  pra quem não leu ain...
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Silêncio

 Quase muda. Calada diante do mundo que me cerca e me envolve. Ainda que estivesse gritando, de nada adiantaria. Tamanha imensidão já preenchida. Não fará mais ecos.
Calada e ainda sim recebendo as respostas. Porque até mesmo quando não se diz nada é preciso estar pronto para recebê-las. Duras, cautelosas, correspondendo ao que me calou anteriormente. Cenas e cenas se repetem em cinema mudo. Penso nem ter mais voz. Estive sufocada no meu silêncio e em minhas palavras que eu disse sem querer, quando não disse nada.
Espero que consiga transmitir tais sentimentos apenas com os olhos. Porque decididamente o silêncio se tornou meu porto seguro.

Escrito  por: Gabrielle Pires Silva
Postado por Gabrielle Pires Silva às 16:30 10 comentários
sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Silêncio

  Quase muda. Calada diante do mundo que me cerca e me envolve. Ainda que estivesse gritando, de nada adiantaria. Tamanha imensidão já preen...
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domingo, 7 de agosto de 2011

Meu erro

Escrevo promessas em um pedaço de papel e não te entrego por medo de não cumprir. Corro, dou voltas e prometo que mudarei meu comportamento. Ciclos infinitos. Mesmos erros, mesmos arrependimentos. Mesma mágoa boba.
Escrevo pedidos de perdão, não entrego por que não estou arrependida. Não por completo. Ainda poderia errar por umas cem vezes e sentir a culpa da luxúria que me aprisiona no sabor do que é chamado de revide. 
Entorpecida. Entorpecida pelas coisas mais aleatórias e menos plausíveis. Rio de mim mesma pela culpa do fracasso. Mas ainda culpo você, por falta de opção ou de caráter.
Rodo o mundo em busca das respostas para encobrir nossos erros. Encontro novas perspectivas em novas pessoas, me sinto menos culpada, menos vítima. Prefiro vitimar-me para que me esconda do meu erro. Mas meu erro insiste em permanecer em uma parte minha, que ninguém mais pode ver.

Escrito por: Gabrielle Pires
Postado por Gabrielle Pires Silva às 15:03 14 comentários
domingo, 7 de agosto de 2011

Meu erro

Escrevo promessas em um pedaço de papel e não te entrego por medo de não cumprir. Corro, dou voltas e prometo que mudarei meu comportamento....
Postado por Gabrielle Pires Silva às 15:03 14 comentários