Entreguei amor. Entreguei a vida e até a dor.
Tudo que eu podia eu doei. Digo doei porque não pedi nada de volta, não me arrependi de devotar toda minha esperança. Não me senti sem nada dando tudo. Pelo contrário.
Todo amor que depositei, doei. Entreguei. Não somei ou multipliquei. Te dei. É seu.
Não peço de volta nem meia taça de vinho, que dirá as mesquinharias do amor que não foi me dado. Não perdi nada te dando amor.
Não ganhei nada nem nas brigas que venci, que dirá esperar ganhar algo do amor.
O amor que dei, e que não pedi. O amor que por vezes foi seu, e por outras, exclusivamente seu. Sem meio termo. Foi te dado, como um embrulho velho e nostálgico.
- Faz com ele o que quiser. Pode guardar debaixo do travesseiro. Mas não me devolve.
O amor que se é doado não aceita devolução. O amor que se é entregue não precisa de gratidão.
O amor sentido não precisa de sentido.
- Ora, por isso não te peço nada pra mim. Não divido bens, não divido dores.
Fui tua. Hoje, o que lhe pertence é só o amor que te dei.
Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Voltando, ou melhor, tentando voltar com o blog. Espero que meus leitores voltem junto comigo :) e espero que, vocês me ajudem com sugestões e pedidos como antigamente. Boa dose de tequila a todos. E não esqueçam: Comentar é a única maneira de incentivar a continuação do blog! :*
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