sábado, 2 de maio de 2015

Amor gratuito

Tudo que podia entreguei.
Entreguei amor. Entreguei a vida e até a dor.
Tudo que eu podia eu doei. Digo doei porque não pedi nada de volta, não me arrependi de devotar toda minha esperança. Não me senti sem nada dando tudo. Pelo contrário.
Todo amor que depositei, doei. Entreguei. Não somei ou multipliquei. Te dei. É seu.
Não peço de volta nem meia taça de vinho, que dirá as mesquinharias do amor que não foi me dado. Não perdi nada te dando amor.
Não ganhei nada nem nas brigas que venci, que dirá esperar ganhar algo do amor.
O amor que dei, e que não pedi. O amor que por vezes foi seu, e por outras, exclusivamente seu. Sem meio termo. Foi te dado, como um embrulho velho e nostálgico.
- Faz com ele o que quiser. Pode guardar debaixo do travesseiro. Mas não me devolve.
O amor que se é doado não aceita devolução. O amor que se é entregue não precisa de gratidão.
O amor sentido não precisa de sentido.
- Ora, por isso não te peço nada pra mim. Não divido bens, não divido dores.
Fui tua. Hoje, o que lhe pertence é só o amor que te dei.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva

Voltando, ou melhor, tentando voltar com o blog. Espero que meus leitores voltem junto comigo :) e espero que, vocês me ajudem com sugestões e pedidos como antigamente. Boa dose de tequila a todos. E não esqueçam: Comentar é a única maneira de incentivar a continuação do blog! :*
Postado por Gabrielle Pires Silva às 01:33 4 comentários
sábado, 2 de maio de 2015

Amor gratuito

Tudo que podia entreguei. Entreguei amor. Entreguei a vida e até a dor. Tudo que eu podia eu doei. Digo doei porque não pedi nada de volta...
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Na hora não soube o que dizer

Na hora não soube dizer adeus. Disse ótimo. Mantive a pose e fechei o semblante. Sem despedidas, sem lágrimas. Sem melancolia.
Na hora não soube o que dizer, por isso não disse adeus. Não sei encerrar vínculos, não acredito muito em vínculos encerrados por livre espontânea vontade. Como se uma palavra ou outra realmente decretasse o fim de algo. Por isso não proferi palavra alguma além de ótimo.
Ótimo é positivo, calmo, singelo, e confessemos, um tanto irônico.
Ótimo mesmo não estando de acordo. Ótimo que algo mudou. Ótimo pra não dizer péssimo.
Na hora das palavras certas sempre erro a dicção. Troco letras e formo ironias com uma prepotência nada suave. Não sei dizer adeus. Não sei aceitar que alguém decidiu algo por mim e por assim basta. Digo ótimo pra disfarçar a submissão. Digo ótimo pra que pareça que decidi também.

Disse ótimo pra não dizer adeus. E que por sinal, que ótimo que não disse adeus.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Postado por Gabrielle Pires Silva às 23:06 5 comentários
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Na hora não soube o que dizer

Na hora não soube dizer adeus. Disse ótimo. Mantive a pose e fechei o semblante. Sem despedidas, sem lágrimas. Sem melancolia. Na hora nã...
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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Que pena

Vejo teus olhos distantes dos meus, abaixo a cabeça pra não te encarar. Percebo o quanto isso nos afasta, então me aproximo de ti aos poucos. Mas quando te toco só vejo sua sombra, causando ilusionismo.
Sigo em frente, esbarro em você em cenas passadas, contrário a tudo, a todos. Vejo teu reflexo, teu sorriso distante. Corro do passado, te encontro correndo no presente. Correndo na mesma direção que eu, mas só quem corre em direção contrária se encontra. Que pena. 
Milhas e milhas nos distanciam de novo. Pássaros voando indicam a mudança das estações... O que foi perdido não cabe mais a nós dois. Tanto tempo passou, nem percebemos, nem vimos que escureceu, e se vimos, - ora essa, nem ligamos. Que pena.
Que pena de mim, que pena de nós, deixamos passar o que tínhamos de melhor. Deixamos pra trás o futuro.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Postado por Gabrielle Pires Silva às 01:22 8 comentários
segunda-feira, 27 de maio de 2013

Que pena

Vejo teus olhos distantes dos meus, abaixo a cabeça pra não te encarar. Percebo o quanto isso nos afasta, então me aproximo de ti aos poucos...
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Desconsolado


Desconsolado. O fato é que sou um desconsolado.
Com a vida, com as perdas, com as memórias que não se repetem.
 O que se recorda se nostalgia, se desconsola dentro de mim.
Memórias puras viram amarguras, me desconsolo por suas faltas de repetição.
Não basta viver, sinto necessidade de reviver,
Sinto necessidade da permanência, da durabilidade. Me remoo por tudo.
Pouco a pouco, quase em fração de milésimos, caço mil memórias dentro de mim,
Para que possa desfrutar de desconsolos e me inconformar com o quão rápido se vão.
Até do meu pensamento.
Sou um eterno insatisfeito com o tempo,
Com os acréscimos, com os relógios, com a vida,
Tão injusta vida,
Que te tirou de mim.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Desconsolado

Desconsolado. O fato é que sou um desconsolado. Com a vida, com as perdas, com as memórias que não se repetem.  O que se recorda se nosta...
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Com amor, seu amor.


Que não doa o coração. Mas que force a alma. 
Que não confunda a cabeça, nem perca a calma. 
Que o amor não só dure, perdure.
Que a alma perdoe,que o beijo cure.
 Que a intensidade seja proveniente da verdade.
Que não se parta e nem se corrompa.
Que não se prolongue se não for eterno.
Que não doa, não castigue, não me traga o inferno.
Que não parta o coração, que não perca a razão.
Que não fuja do carinho, que não partas sozinho.
Que não queira só prazer, que não me permita sofrer.
Que entenda que a dor é uma gotinha de amor,
A qual não lhe coube o prazer da reciprocidade.
Pobre do amor de vaidade.
Orgulho lhe cabe, mas não permite piedade.
Que não temas o adeus, mas que prefira não ir.
Que carregue-me dentro de uma mala, se precisar fugir.
Que não esqueça meus pedidos de clamor.
Que me guarde, me proteja, me perdoe os erros e esqueça o rancor.
Com amor, seu amor, por favor.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Postado por Gabrielle Pires Silva às 21:52 4 comentários
sexta-feira, 19 de abril de 2013

Com amor, seu amor.

Que não doa o coração. Mas que force a alma.  Que não confunda a cabeça, nem perca a calma.  Que o amor não só dure, perdure. Que a alma...
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Entre linhas de dois


Entre linhas de você, encontro meu eu. Perdido como um navegador sem rumo, como uma bússola quebrada. Entre linhas de você encontro um sorriso meu tão distante que nem lembro ter sorrido. Agora sou só lágrimas.
Entre linhas de você há um passado a dois. Vejo você, vejo meu eu. Meu eu que agora nem mesmo sou, nem mesmo sei quem é.
Nossas linhas se tracejando formando nossos formatos. Os formatos antigos, os novos, as marcas que deixamos. Entre linhas e pequenos gestos, vejo o que deixei contigo, o que te ensinei, vejo quando cresceu e o quanto cresceu  Me vejo em você de certa forma.
Entre linhas de nós dois somos a mesma pessoa. Tanto de você no meu eu, tanto do meu eu em você. Entre linhas me perdi em quem somos. Quem fomos?
Entre linhas de você posso ver o que passou, não posso prever o que vem. Nem quero também.
Gosto de observar apenas o formato que fizemos, o percurso que vivemos. Entre linhas de nós dois, fizemos um nó que não se desfará. E nessas mesmas linhas te encontrei e me desencontrei dentro de tudo o que vivemos.

Escrito por: Gabrielle Pires
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Entre linhas de dois

Entre linhas de você, encontro meu eu. Perdido como um navegador sem rumo, como uma bússola quebrada. Entre linhas de você encontro um sor...
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domingo, 9 de dezembro de 2012

Escolhas

Deixe seu coração livre para escolher alguém. Quando ele escolher, conserve essa escolha.
Não desista quando estiver difícil, não renegue nas situações cômodas, não disfarce para ter mais opções.
Confie no que seu coração escolheu, acredite na verdade dos teus sentimentos. Não propague o amor como se fosse uma bobagem, não faça com que ele seja motivo de dúvidas. Concretize suas certezas. Renove suas promessas por mais ridículas que elas pareçam aos outros.
O amor não é difícil. Difícil é ceder aos seus sentimentos egocêntricos para deixar os sentimentos bons e altruístas sobressaírem. Difícil é se sentir vulnerável e ter que confiar que essa vulnerabilidade não vai te machucar em nada, pelo contrário.
Amar não dói, mas requer coragem. Coragem de seguir em frente e não desistir quando dificultar, quando doer, quando apertar. Não desistir quando houver um choque de pensamentos, de ideais. O que dói é calar o orgulho para exaltar a humildade. O amor é humilde e não precisa de nada em troca. Afinal o amor é um sentimento e não uma dívida.


Aquele que crê em Deus, crê no amor. Aquele que ama, passa a crer em Deus.

Escrito por: Gabrielle Pires Silva
Inspirado por: Alinne Carolina Pires Silva

Postado por Gabrielle Pires Silva às 04:53 13 comentários
domingo, 9 de dezembro de 2012

Escolhas

Deixe seu coração livre para escolher alguém. Quando ele escolher, conserve essa escolha. Não desista quando estiver difícil, não renegue n...
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