O que não se sabe pode ser um livro aberto. Um livro aberto de novas perspectivas, imaginação. Uma chance de se maravilhar com seus próprios pensamentos e criar dentro de si, uma realidade inexistente. O que não se sabe pode ser ainda mais amplo do que o que é real.
O que é imaginário pode ser só seu, pode superar as expectativas.
A realidade cansa. O óbvio me causa fadigas, me faz temer nunca experimentar nada novo.
O que eu ainda não sei me impulsiona a tentar, a querer, a duvidar, me agarrar a uma expectativa que me desprende até do que eu temeria.
O que não se sabe pode ser um caça ao tesouro.
Procura-se tanto saber de tudo, viver tudo, experimentar tudo. Mas o que ainda não foi vivido é o que verdadeiramente remexe tudo dentro da gente.
Como uma casa procurando por morada;
Abrigo procurando por friagem;
Medo desencontrado da coragem.
Percebe-se que nos dividimos pelo que não sabemos e pelo que sabemos, não vivendo verdadeiramente nada. Fechamos e abrimos livros e baús cheios de conteúdos secretos que não revelamos. Fantasiosos tesouros.
Vivemos a nossa vida como se fossemos ter outras. Não sabemos nada, porque achamos que sabemos demais.
Escrito por: Gabrielle Pires Silva
