
Uma árvore, que
começa apenas como um botão de semente germinado numa terra fértil, cresce, se
desenvolve, se tornando forte, ou não, bela, ou não, grande, ou não. Frutifica,
prolifera, mostra-se visivelmente saudável e ostenta seus belos frutos, suas
folhas verdes...
Mas... e suas raízes?
São o seu coração, são
as coisas que não são permitidas vistas. As raízes são os segredos do interior
da árvore. Geralmente quando começa a apodrecer, ainda consegue esconder muito
bem por baixo da terra a semente mal germinada.
A raiz degradada para
nós, simboliza a parte oculta, a criação e o desenvolvimento de nossos
problemas, a parte obscura que não permitimos que ninguém veja. Não de
primeira. A raiz degradada é algo que tentamos curar antes que atinja a superfície
queimando as folhas, mudando a coloração e o vigor. Justamente para que ninguém
consiga ver nossos defeitos, nossos maus feitos. Pelo menos não tão cedo.
Já a raiz saudável é
aquela essência, aquela parte boa que nem sempre se enxerga também. Porque
mesmo com algumas folhas secas, cansadas de tomar sol, ou do vento forte, das
rasteiras violentas que a vida dá, a raiz demonstra-se forte, madura, e talvez
ninguém saiba.
Voltando ao ponto de
partida, agora sim parece mais coerente comparar o ser humano a uma árvore. A
gente não sabe bem o que se encontra por dentro dele, em sua essência, sua
formulação. E é exatamente o que está por dentro que diz o valor de uma árvore,
mas as folhas verdes demais ou secas demais, podem enganar aos olhos de quem a
conhece só por assim, por olhar.
Escrito por: Gabrielle Pires Silva
